terça-feira, 22 de setembro de 2015

LINGUIÇA DE PERNIL 

Ingredientes: 

01kg de carne de porco (pernil dianteiro, traseiro, bochecha de porco, é tem gente que faz e fica muito bom)
300g de toucinho de porco se a carne estiver muito magra caso contrário 200g fica legal)
06 dentes de alho socados no pilão
10 pimentas malaguetas (pra ficar forte)
30g de sal
500ml de água gelada.
Uma colher de chá de conservante P4 (no mesmo lugar que tem a tripa tem o conservante, não é caro)
Tripa de porco calibrada (tem lugar que vende o molho com dez tripas com aproximadamente dois metros cada)

Modo de fazer: 

Se você não tiver uma máquina que possa picar a carne e o tocinho, pique os à mão mesmo ( do tamanho de uma bala jujuba). Depois misture os ingredientes e vá colocando  água aos poucos, a consistência é bem molenga mesmo. Á medida que vai sovando a massa ela vai incorporando a água. Deixe descansar por pelo menos oito horas numa bacia coberta com um plástico bem rente à carne, para que o ar não entre em contato com a carne.
Separe cinco tripas e coloque de molho em uma vasilhinha com água e vinagre por vinte minutos. Pegue a ponta da tripa  coloque no bocal da  torneira da pia e deixe a água correr dentro dela.
Existe no mercado funil de encher linguiça manualmente e com máquina, veja o que melhor lhe convém.
Enfie a tripa no funil e de um nozinho na ponta, faça um furinho com a ponta da faca para que saia o ar.
Neste ponto e só colocar a carne na boca do funil e ir empurrando com os dedos, no caso de fazer manualmente.



quarta-feira, 16 de setembro de 2015

PÃO DE QUEIJO 

Ingredientes:

01kg de polvilho Azedo (tem gente que gosta de misturar metade azedo e metade doce)
01 colher sopa de sal cheia. (vai depender se o queijo não estiver muito salgado) 
500g de queijo curado ralado grosso (em São Paulo, meia-cura) quem não tiver em sua cidade pode usar parmesão.
500ml de água
300ml de óleo
300ml de leite
05 ovos médios  

Modo de fazer: 

Em uma vasilha grande misture o polvilho com o sal. Ferva os três líquidos juntos e despeje sobre o polvilho. Espere esfriar um pouco e esfarele a massa com a palma das mãos até que  fique soltinho novamente e frio. Despeje os ovos previamente misturados e sove bem. Neste momento a massa tem que ficar lisinha. Adicione o queijo e misture rapidamente para que não quebre demais o queijo. Ponha um pouco de óleo em um pires e vá untando as mãos e faça bolinhas do tamanho  de uma nóz.  Se for congelar pode colocar uma coladinha na outra, depois é só separar e colocar em saquinhos e manter no congelador não precisa de descongelar para assar.Se for assar coloque afastados uns dos outros para poderem crescer e asse em forno pré aquecido (20 minutos)  por 40 minutos ou até que fiquem douradinhos.  

terça-feira, 15 de setembro de 2015

RECEITA DE FUBÁ SUADO  -   FÁCIL E RÁPIDO





INGREDIENTES:

03 COPOS D'ÁGUA (COPO DE 200 ML)
04 XÍCARAS DE  CHÁ DE FUBÁ
MEIO COPO DE ÓLEO DE SOJA (100 ML)
02 COLHERES DE MANTEIGA OU MARGARINA
01 COLHER DE SOPA RASA DE SAL.
 
 MODO DE FAZER

EM UMA PANELA MAIOR, COLOQUE A ÁGUA, A MARGARINA, O ÓLEO E O SAL. LEVE AO FOGO E DEIXE ABRIR FERVURA. JUNTE O FUBÁ E MEXA RAPIDAMENTE COM COLHER MAIOR, RASPANDO O FUNDO E ESFREGANDO OS CAROÇOS QUE SE FORMARAM ATÉ SE ESFARELAREM TOTALMENTE. TAMPE A PANELA POR MAIS OU MENOS TRÊS MINUTOS PARA A MISTURA SUAR E COZINHAR.
NOVAMENTE MEXA, SEMPRE RASPANDO O FUNDO, AS LATERAIS PARA NÃO QUEIMAR POIS NO INÍCIO AGARRA FÁCIL. ADICIONE + -  UM QUARTO DE COPO(06 COLHERES DE SOPA) DE ÁGUA E TAMPE NOVAMENTE (ESTA ÁGUA É PARA O COZIMENTO E O DEIXARÁ ÚMIDO. DO CONTRÁRIO O FUBÁ SUADO FICARÁ MUITO SECO) .
REPITA ESSE PROCESSO DE MEXER, PINGAR ÁGUA E TAMPAR ATÉ O COZIMENTO. OBSERVE QUE À MEDIDA QUE FOR MEXENDO, ELE VAI SE SOLTANDO DA PANELA E DEVERÁ FICAR SOLTINHO E ÚMIDO E NÃO EMPLASTADO.E PARA ISSO NÃO ACONTECER NÃO EXAGERE NA QUANTIDADE DE ÁGUA QUE FOR PINGAR.
COMO SABER QUANDO ESTÁ COZIDO : BATA COM O FUNDO DA COLHER EM CIMA DO  FUBÁ SUADO. SE FIZER BARULHO OCO, DE BARRIGA INCHADA, ESTÁ BOM.
DESLIGUE O FOGO, DEIXE ESFRIAR UM POUCO; ADOCE A GOSTO E COLOQUE QUEIJO MINAS RALADO OU EM CUBINHOS. SE GOSTAR DE CANELA EM PÓ, SALPIQUE UM POUCO.
SIRVA COM CAFÉ OU CAFÉ COM LEITE.
EM MINHA CIDADE, O SERRO/MG, O FUBÁ SUADO É SERVIDO PARA TIRAR JEJUM OU COMO LANCHE DA TARDE,ACOMPANHADO DE UM CAFÉ FRAQUINHO,COMO COSTUMAMOS DIZER, ÁGUA DE BATATA.    
OBS.: UTILIZE PANELA ESPAÇOSA, GROSSA.UTILIZANDO PANELA DE MATERIAL FINO A MISTURA SE QUEIMA FÁCIL, ANTES DO COZIMENTO.

Torta de Abacaxi da Tia Carminha

Ingredientes

01 abacaxi perola picado sem a parte dura
01 copo de açúcar cristal + 3 colheres de sopa para o creme de claras.
01 coco pequeno ralado ou um pacote de coco.
01 lata de leite condensado
04 ovos
01 lata de leite (a medida do leite condensado) integral ou desnatado
01 colher de sopa de maisena
01 lata de creme de leite
10 ameixas pretas sem caroço
01 pacote de biscoito champanhe

Modo de fazer :

A Calda:
Pique o abacaxi em pedaços pequenos coloque em uma panela junto com o açúcar, deixe ferver até o abacaxi ficar cozido. Se você gostar da torta mais doce coloque mais açúcar ou se o abacaxi estiver muito azedo. Reserve

Creme de confeiteiro:

Misture em uma panela de fundo grosso o leite condensado, a maisena, as quatro gemas dos ovos (estas passados pela peneira para retirar aquela pelezinha) e a lata de leite integral ou desnatado. Leve ao fogo baixo e vá mexendo até que fique com uma consistência de um mingau grosso. Reserve

Creme de claras:

Bata as claras em neve (pico), acrescente duas a três colheres de açúcar e continue batendo por mais alguns instantes. Reserve

Montagem:

Arrume os biscoitos em um pirex grande, derrame toda calda sobre eles, espalhando bem. Despeje o creme de confeiteiro sobre a calda e espalhe por igual, em seguida espalhe o creme de claras sobre o creme de confeiteiro, salpique com o coco ralado e decore com as ameixas pretas.
Deixe descansar por pelo menos três horas na geladeira.


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Conserva Batatinhas.

Ingredientes: 
02 Kg de batatinhas 
180g de sal fino
250ml de azeite de oliva. 
12 dentes de alho picadinhos na faca
01 colher de sopa de pimenta calabresa
Suco de três limões
150ml de vinagre
uma pitada de glutamato mono sódico (ajinomoto)


Modo de fazer :

Em uma panela coloque  as batatinhas lavadas com a casca  adicione 300ml de água, tampe a panela e deixe cozinhar, mexa de vez em quando para homogeneizar o cozimento, se precisar coloque um pouco mais de água (só um pouquinho) até que fiquem cozidas, macias, mas firmes. Acrescente o sal misturado em meio copo de água. Deixe secar. Neste momento é bom ficar atento pois pode queimar. Ficará uma casquinha esbranquiçada de sal em cima das batatas. Misture o suco de limão ao vinagre e vá batendo e adicionando o azeite até que fique com uma consistência cremosa, acrescente a pimenta calabresa e o alho e jogue por cima das batatinhas ainda quentes.  
Esta é a melhor batatinha que já comi. Encontrei aqui.
Por sinal este site é fantástico!!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Berinjela da Lúcia

Ingredientes:

06 berinjelas médias
10 dentes de alho picadinhos
01 cebola média picadinha
01 o caldo de um limão grande
250ml de azeite
sal

Modo de fazer:

Cozinhe a berinjela em bastante água por aproximadamente 15 minutos, deixe esfriar, retire a pele e desfie o mais fino possível. Refogue o alho e a cebola no azeite, rapidinho. Misture à berinjela, coloque o suco de limão e salgue à gosto.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Receita de Vida Descompromissada com Vitrola e Geraldinho.

Ingredientes:

01 boa dose de coragem
02 mochilas
01 saco de dormir
pouquíssimo dinheiro
muita vontade de viver

Modo de fazer :

Foi nas férias de inverno de 1978. Eu estava  com dezenove anos e o Victor ou Vitrola (como gostava de ser chamado) contava com 16 ou 17 anos, não me lembro muito bem. O Vitrola era descendente de alemães, sua avó, D. Ana, veio para o Brasil após a primeira guerra mundial, não sei se é primeira ou segunda, mas isto não vem ao caso. Como estava dizendo o Vitrola era um rapaz bonito, de olhos verdes, loiro, de um metro e oitenta de altura aproximadamente, muito bom de conversa, muito agradável. Qualquer pessoa que o conhecesse logo se encantava com a sua educação e seus modos. Ele era do tipo que topava tudo, não tinha medo, confiava muito nas pessoas. Eu, não deixava por menos, adorava uma aventura e sempre gostei muito de uma boa conversa. Pegar carona pra mim era uma forma de liberdade. Comecei treinando as caronas  com meu amigo Ike, meu vizinho de muro, meu irmão. Fazíamos pequenas aventuras, tipo sair no sábado de manhã com destino a Sete Lagoas e voltar no mesmo dia ou no máximo no outro dia. Numa destas idas a Sete Lagoas acabamos por  dormir na casa de um amigo de meu pai, o  Sr. Antônio Pondes, homem rico, dono de terras e que gostava demais da minha família e me conhecia desde pequeno. Este  fez  questão de que passássemos a noite lá. Nos cedeu um quarto onde tínhamos toalhas cheirosas, cama limpinha, tudo do bom e do melhor,o que nem imaginávamos de acontecer.  Agradecemos a generosidade, fomos servidos de uma jantinha deliciosa, depois  tomamos um bom banho e fomos pra noite de Sete Lagoas. Chegamos tarde, a porta estava cerrada, entramos na ponta dos pés para não incomodar ninguém, sempre fomos educados, entramos pro quarto  e apagamos. No dia seguinte acordamos meio que sem noção das horas, não usávamos relógio, não fazia parte do visual. Usávamos macacão Lewis, camisão dos nossos pais, quase que no joelho, bota de vaqueiro e levava na cabeça a ideia  de ser livre, o ano era de 1976, se não me engano. Já existia uma ponta de democracia chegando ao Brasil. Bom, levantamos e ficamos sentados na varanda da casa, todos já estavam acordados, acreditamos que  já tinham tomado café. Diante desta incerteza entramos em desespero e formos para o quarto onde enfiamos a cara num pão velho e bolorento que tínhamos levado e  que logo voltou do estomago de tão amargo que estava. Estávamos com fome e sem dinheiro e putos por não termos acordado na hora. Mas, para nossa surpresa,  quando saímos do quarto a mesa estava posta, com todas aquelas quitandas, queijo, leite, rosca..., tinha de tudo. Comemos até não poder mais. Juntamos nossas coisas e fomos nos despedir. Como  é de praxe pros mineiros mais antigos,  o Sr. Antônio não negou a tradição,  pegou logo uma resma de alho e pediu que a entregasse a meu pai. Agradeci muito e disse que ele adoraria.  Quando finalmente nos despedimos  olhei aquela resma, linda, pesava uns dois quilos, toda trançada, nossa!! Nós sem dinheiro nenhum, teríamos que pegar carona novamente, e só de pensar nisto dava um desânimo enorme. Então resolvemos  vender o alho (não foi das decisões mais difíceis, não rsrsrs...). Conseguimos um bom dinheiro, dava pra comprar passagens pra nós dois, mas o espírito aventureiro ou de porco falou mais alto e bebemos o dinheiro todo e voltamos de carona.
Depois disto arrisquei outras  caronas e uma destas  para  Caxambu, junto com o Luizão que é irmão do Ike, igualmente querido. Lá moram os familiares deles. Desta feita o ocorrido teria sido cômico se não tivesse sido trágico. Tudo por causa da maldita da cachaça. Fomos pra lá, eu e o  Luizão, de carona, e  o nosso querido amigo  Homero, de ônibus ( o Mero nunca foi dado a estas coisas de pegar carona).  Animados e determinados a arrasar na boite Catacumba, fizemos todo um ritual de preparação para chegarmos bem chapados, porém,  lúcidos na boite. Compramos um litro de cachaça, compramos salame e fizemos sacanagem, não entre nós, mas,deixa eu explicar, sacanagem é um petisco feito com mortadela enroladinha na cenoura, presa com um palitinho e banhada com um molho de vinagrete, por sinal muito gostoso. Compramos também umas esfirras e quando deu oito horas começamos a farra, cachaça, sacanagem, esfirra....mais cachaça, sacanagem, esfirra e aí foi até que demos conta de que já estávamos no ponto. Partimos pra boite, nós três. O Luizão entrou primeiro, tinha uma menina de mini saia sentada logo na porta e deu bola pra ele, eu vim logo atrás e a menina também deu bola pra mim, pensei comigo, isto é bom pro final da noite, se  eu não arrumar nada, e continuei entrando e me enturmei com outras pessoas e o Luizão também se arrumou. Eu em uma mesa com umas meninas de São Paulo e o Luizão em outra com umas meninas do Rio, dança um pouco com uma,  dança um pouco com outra, joga uma conversa aqui, outra ali,  tudo indicava que a noite ia ser dez e não precisaria de procurar a menina de mini saia da porta. E nós ali dançando de rostinho colado o Luizão com cara de apaixonado...quando me entra o Mero no salão,  mais branco que cera, chamando agente para ir lá fora. Achamos que era briga, fomos correndo todo animados, já arregaçando as mangas da camisa, quando o Mero da a notícia  que pegou a menina que estava de mini saia na porta da boite e levou pra casa da tia do Luizão. Putz, fudeu, a D. Elza cortou a luz do apartamento que agente estava e quando chegamos lá ela esbravejava aos gritos que não queria ver o Mero nem pintado de ouro na frente dela. E o pior falou que ligaria para o pais dele no outro dia. Viche!! Foi um sufoco!  Conclusão: o Mero dormiu dentro do carro de um amigo do Luizão em um  estacionamento,  eu e o Luizão voltamos pra casa de mãos abanando, sem energia elétrica, no escuro, porém, morrendo de rir da situação.  No outro dia compramos passagem de volta e ficamos esperando em Baependi a hora do ônibus sair para poder voltarmos pra Caxambu, pois não sabíamos a reação das D. Elza se nos visse na cidade. Coisas da Cachaça!!
     Reuníamos sempre na esquina de minha casa,  Panema com Catanduvas na Renascença, para conversar,  fumar um cigarrinho e às vezes fumar um cigarrinho de maconha. Chegávamos a ficar ali até altas horas, não era raro que minha mãe chegasse na janela e mandasse eu entrar, o que me contrariava, mas acabava entrando, minha mãe era uma pessoa muito boa porém, severa. Falarei dela em outra oportunidade.  Nesta época o Vitrola namorava com a Silvana e O Ike (Carlos Henrique) namorava com a Glivânia. Esta recém chegada de Três Pontas (MG), onde viveu até então. Glivânia sempre nos falava de Três Pontas. Falava dos amigos que ficaram pra trás, do Paivinha, do Sílas e dizia que eles eram muito doidos, e o que nós procurávamos era somente isto: doideira. Numa destas animadas conversas  resolvemos que passaríamos as férias em Três Pontas e que faríamos esta viagem de carona.
Saímos eu e o Vitrola pedindo carona a partir da Pça Sete,  Amazonas com Afonso Pena. Conseguimos uma carona num Corcel, que nos deixou em Igarapé. Dali seguimos em um caminhão até um Posto de Combustível na entrada de  Três Pontas, onde ficamos esperando o caminhoneiro jantar pra podermos  prosseguir até o centro da cidade. Quando enfim chegamos já eram quase dez da noite, então resolvemos comer alguma coisa, tomar outras tantas e dormir na praça. Apenas eu tinha um saco de dormir. A noite estava gelada, era mês de julho e no sul de minas faz muito frio. Não dava pra deixar o Vitrola dormir no chão frio. Então resolvi que dormiríamos os dois em cima do saco de dormir, um pra baixo e o outro pra cima. Para guardar o pouco dinheiro, fizemos um buraco ao lado da árvore e  o colocamos lá. Amarramos  as mochilas nos pés e apagamos, mesmo com o frio que fazia. Lá pelas sete horas escutamos o barulho de vassoura, eram os garis varrendo a praça, levantamos correndo  para tirar o dinheiro do buraco, com medo de que varressem nosso dinheirinho. Já não dava mais para retornar ao sono, devido às condições. Fomos então ao encalço dos amigos da Glivânia, Silas e Paivinha. Depois de muito tempo conseguimos achar a casa deles. Já eram mais de oito horas, batemos campainha e  quem veio nos atender foi o Paivinha. Quando falamos que eramos de BH e amigos da Glivânia, logo, pegou um baseado e acendeu lá mesmo  na varanda  da casa dele. Parecia que já nos conhecíamos a muito tempo. Nos apresentou seus pais e logo arrumou nosso quarto, que era o mesmo dele e dos irmãos. O quarto era enorme tinham seis camas e a que ficava perto da janela não tinha ninguém, era do irmão mais velho, o Sérgio,  que o pai havia mandado prender por estar aprontando demais.
Desde o primeiro dia almoçávamos todos juntos,  inclusive os pais, e a comida era maravilhosa. Porém, neste primeiro dia tínhamos uma tarefa a mais, levar comida pro Sérgio na cadeia. Quem arrumou a marmita foi a mãe dele, que a entregou ao Paivinha, e este colocou um baseado na marmita. Era tudo muito louco, a família era unida, mas muito doida. Tinham muito dinheiro, eram donos de fazenda de café.
O pai ficou tão feliz com a nossa presença que foi pedir ao delegado que soltasse o Sérgio. E o pior, foi atendido.
Sérgio já contava com a idade de 35 anos, era alcoólatra, e também dependente químico,  foi amigo de infância de Milton Nascimento, tocava uma viola que era pra poucos. Gostava de contar as peripécias que os dois aprontaram e dizia que estava  junto dele quando da composição de várias músicas, inclusive Clube da Esquina. Ele vivia bêbado, mas quando estava tocando ele era outro. Certa feita estávamos dormindo quando ele pulou a janela do quarto e caiu na cama que foi ao chão espatifada. Tomamos o maior susto. Do jeito que ele caiu ele ficou e só acordou na hora do almoço.
Três Pontas parecia um sonho. Tínhamos toda liberdade do mundo. Dormíamos até as dez, tomava café e íamos pra rua bater perna, à tardinha íamos para praça tomar cachaça e comer peixe. O dinheiro não dava pra cerveja era só cachaça, comprávamos uma garrafa e ficávamos ali até anoitecer. Numa destas vezes tivemos o privilégio de sentar ao lado do Milton Nascimento. Ele tocava lá mesmo na praça como quem toca pra amigos, sem compromisso, só improvisando. Era bom demais pra ser verdade. Nesta noite ele tocou no clube da cidade e nós sentados no chão de frente pra ele,  fomos os primeiros da fila.
 Já estávamos em Três Pontas a mais de uma semana, sabíamos que o Ike estava indo pra Caxambu, que ficava a 140km de lá. Foi então que veio a idéia de irmos pra lá também.  Acordamos sedo e fomos pra estrada pedir carona. Conseguimos a primeira carona até Varginha, ficamos em um posto de combustível. Depois de um tempo apareceu uma senhora numa Brasília que falou que estava indo para Aiuruoca era o que precisávamos, Aiuruoca fica depois de Caxambu e ela teria que passar por fora. Entramos na Brasília e a senhora começou a nos contar que tinha passado a noite com seu pai no hospital e que não tinha dormido nada. Perguntou se eu tinha carteira, eu disse que sim, e ela me passou a direção e foi  deitar no banco de traz para dormir, pois não tinha dormido nada à noite. Era o que faltava, eu dirigindo e o Vitrola do meu lado todo feliz. Como ela dormia resolvemos que entraríamos em Caxambu e depois acordaríamos a senhora. Quando chegamos em Caxambu a acordamos, ela tomou o maior susto, pois pensou que ficaríamos na estrada, e nós fingindo de égua, dizíamos que não tínhamos entendido isto.
Fomos para o hotel que o Sr. Aloísio, pai do Ike, havia sido gerente, e ali esperaríamos o Ike. Quem nos recebeu foi um negão que não queria nos ceder um quarto junto com o Ike (já tinha outros propósitos) e disse que dormiríamos no quarto dele. Até aí tudo bem, aquele mesmo esquema os dois dormindo em cima do saco de dormir... Saímos pra Night de Caxambu, tomamos todos os traçados (Martine com conhaque), cerveja, cachaça, quer dizer chutamos o pau da barraca. Lá pela duas fomos pro hotel, o Negão já estava deitado, esticamos o saco de dormir e apagamos. Uma hora  depois o Vitrola acorda e dá uma vomitada dentro da bota do Negão. O Negão virou bicho, xingou, falou pra caramba decidiu que um de nós dormiríamos na cama com ele. Advinha quem foi? Eu! O Vitrola no meu colchão e eu com o Negão. Até aí tudo bem, depois que eu peguei no sono sinto uma mão segurando o meu p.... Eu estava até gostando (rsrsrs) quando vi que era o viado do Negão levantei puto demais, falando que ia acordar todo mundo do hotel, xingando o viado  até que o Negão falou que ia dormir em outro quarto e deixou o quarto pra mim e pro Vitrola. Dormimos mais duas noites no hotel, porém em quarto separado do viado do Negão.
Voltamos pra Três pontas e pra nossa surpresa fomos recebidos com a maior alegria por todos da casa. Porém já não daria pra ficar muito tempo, no máximo que o dinheiro daria era pra mais 3 dias e se não arrumássemos uma forma teríamos que nos despedir de Três Pontas. Eu tinha arranjado uma namoradinha, que era professora na cidade e o Vitrola também arrumou. Falei pra ela que teríamos que ir embora no sábado e ela me perguntou quanto que eu gastava por dia lá em Três Pontas. Falei uma determinada quantia, além do gastávamos. No outro dia quando a encontrei ela me deu o dinheiro, fiquei todo sem graça.  Não queria aceitar, mas ao mesmo tempo era uma oportunidade de podermos ficar mais tempo na cidade. Quando encontrei o Vitrola entreguei pra ele a metade do dinheiro, ele nem acreditou.
Ficou então resolvido que iríamos no outro sábado e falamos pros pais do Paivinha. Como a mãe e a irmã tinham que vir a BH, perguntaram se eu poderia ir dirigindo o carro, um Corcel II novinho, me prontifiquei e os trouxemos até o Sion. Ficaram muito agradecidos e nós também, e pra fazer ainda mais o meio de campo mandamos um bouquet de flores para mãe deles.
Bons tempos...muita coragem, ousadia e vontade de viver. Valeu Vitrola!!



   Broa de fuba (fácil e deliciosa)                                


Ingredientes:


01 lata de milho verde com o liquido      
01 lata de milharina
1/2  lata de óleo de soja ou milho...
01 e 1/2 lata de açúcar cristal
04 ovos
01 lata de leite
01 colher de sopa de fermento
50g de queijo ralado (pode ser o de pacotinho)


Modo de fazer :

Bata todos os ingredientes no liquidificador, menos os que estão em negrito, depois de um minuto batendo coloque os ingredientes restantes e bata apenas para misturar. Unte e enfarinhe uma forma retangular despeje o líquido e leve ao forno 200° por 45min.

Obs.:Vai parecer que está muito líquida a mistura, mas é isto mesmo. 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Casulo de Queijo (salgado mineiríssimo)

Ingredientes:

500g de queijo minas meia cura ralado
3 ovos grandes
1/2 colher de fermento químico
100g de farinha de trigo
sal a gosto ( muito cuidado porque o queijo curado costuma ser mais salgado)

Modo de Fazer:

Misture o queijo, a farinha, o fermento e o sal. Bata as claras em neve e misture aos outros ingredientes, vá colocando as gemas à medida em que for precisando, até ficar uma massa homogênea e compacta. Faça bolinhas e deixe crescer por 30 minutos. Frite em óleo quente em quantidade suficiente para que eles fiquem nadando. Espere que eles vão virando sozinhos, quando estiverem douradinhos retire e coloque em papel toalha. Sirva quente com um bom cafezinho mineiro.